Terça-feira, 4 de Maio de 2004

Máquina

maquina1.JPG


Quero ser máquina
e minhas engrenages movidas
a sangue-óleo.

   Para não sentir
      cheiro de estação
   não enxergar
      flores no jardim
   não eternizar
      carícias impotentes

Quero ser máquina
   impávida 

   Para não ver
      o firmamento
   não ter os olhos
      mareados
   não imaginar
      horizontes

Quero ser máquina
   letal
      sem herança
      nem herdeiros

Quero ser
   só engrenagens e parafusos
      inodor


Andréa Motta
19/08/03

publicado por Andrea Motta às 03:36
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32 comentários:
De Andra a 5 de Maio de 2004 às 00:03
To Victor Az: Obrigada querido, vou configurar o Socorro com a mesma letra, espero que desta vez eu acerte...risos. Assim que postar lhe aviso. Beijos.
De Andra a 5 de Maio de 2004 às 00:00
Para folha de rascunho: Olá menina , fico feliz com sua visita.. Obrigada pelo carinho. Ah...só quero ser máquina as vezes tá...rs. Beijão.
De Andra a 4 de Maio de 2004 às 23:59
Para lisieux: Obrigada querida.É calro que a vontade de ser máquina é momentanea...risos. Beijos
De Rogrio Simes a 4 de Maio de 2004 às 23:15
Andrea,
Obrigado pelas visitas que tens feito aos meus 2 blogs. Tenho pensado, bastante, se devo acabar por apagar o http://20poemas.blogs.sapo.pt que criei para divulgar 20 poemas a que eu chamo “EGO”. Continuo no entanto com “poemas de amor e dor”.
Como gosto da tua poesia e já te disse isso sem preconceitos criei um Link para o teu blog que bem o merece.
Aproveito para lançar um grito contra a matança que se aproxima aos melros. Sim, aquela avezinha que não faz mal a ninguém e que aos fins-de-semana me assobia na Aldeia do Meco, está em perigo. Vai abrir a caça aos melros ao gaio e à pega. Este grito está no meu blog se quiseres e achares bem divulga-o também.
ROMASI


De Andra a 4 de Maio de 2004 às 23:11
Para Lisieux: Acho que mesmo com vontade em alguns momentos, eu jamais seria..até mesmo em que penso em ser.. só consigo mesmo é deixar a sensibilidade fluir...rs. Beijos
De Rogrio Simes a 4 de Maio de 2004 às 23:05
Não às máquinas sim ao amor e aos teus poemas lindos.
Andrea,
Obrigado pelas visitas que tens feito aos meus 2 blogs. Tenho pensado, bastante, se devo acabar por apagar o http://20poemas.blogs.sapo.pt que criei para divulgar 20 poemas a que eu chamo “EGO”. Continuo no entanto com “poemas de amor e dor”.
Como gosto da tua poesia e já te disse isso sem preconceitos criei um Link para o teu blog que bem o merece.
Aproveito para lançar um grito contra a matança que se aproxima aos melros. Sim, aquela avezinha que não faz mal a ninguém e que aos fins-de-semana me assobia na Aldeia do Meco, está em perigo. Vai abrir a caça aos melros ao gaio e à pega. Este grito está no meu blog se quiseres e achares bem divulga-o também.
ROMASI


De MJM a 4 de Maio de 2004 às 22:38
Como te percebo... Mas eu, q passei cinco anos viúva dos sentires, agora q sobrevivi e posso comparar, sei dizer-te, com propriedade!, q antes um mal de amor, q uma vida em dormência, feito máquina, sem calor! Beijo enorme, q este é um excelente poema!
De Victor Az a 4 de Maio de 2004 às 21:01
No poema Socorro eu usei a fonte corrier new em tamanho 6 (24pt). Esqueci de dizer da outra vez, o logotipo do blog ficou lindo também
De folhaderascunho a 4 de Maio de 2004 às 20:50
Li ontem numa revista que um rapaz que tinha um braço perfeitamente saudável, keria amputá-lo para usar um biónico.. 0_o

Não quero ser máquina... gosto mt de ser humana, com todas as suas consequências e defeitos... Eu percebo que seja algo metafórico, este teu poema, mas "prontos"... lol ;)

Gostei do blog...

Beijos.. :)
De lisieux a 4 de Maio de 2004 às 20:29
Olá, menina!
Excelente este. Eu também, muitas vezes, tenho vontade de ser máquina... mas, como disseram alguns aí: se o fôssemos, adeus poesia! E acho que prefiro amar e sofrer... que nunca sofrer, nem ser amada.
Beijocas
lis

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