Sexta-feira, 14 de Maio de 2004

Primavera

menina4.JPG


Neste momento de eternidade absoluta
meu olhar inquieto se esvai no horizonte
Aventuro-me na recondução dos sonhos
que escapam de minhas mãos
pelas veredas da minha mente

Dispo-me do peso de sorrisos amarelos
coibindo o falsear de palavras
Piso sobre folhas caídas
no quintal das minhas ilusões
Solto as amarras para que possa
o amor se perder (ou encontrar)
pelas estradas do mundo

Insana fantasia de amor povoada por vagalumes
a iluminar o breu inconsciente do meu ser
É vil ir contra as forças da minha natureza
Abrigo-me do orvalho que verte dos meus olhos
na primavera inebriante que não tardará

Enquanto isso,
    a noite me faz companhia.


Andréa Motta
27/08/03

publicado por Andrea Motta às 03:37
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20 comentários:
De Andrea a 15 de Maio de 2004 às 13:09
Para Azenhas: Boa tarde, ontem não tive tempo de lhe responder, perdoe-me. Também eu, estive procurando e não encontrei, tem apenas o que publicaste no seu blog e mais um no blog de outra pessoa conhecida, pena, eu gostaria de conhecer mais. De qualquer sorte, obrigada meu anjo. Beijo
De graa a 15 de Maio de 2004 às 00:53
Oi andrea,mais um belo poema a juntar aos outros teus que são lindos,um bom fim de semana e adorei a imagem,graça
De eca light a 14 de Maio de 2004 às 18:02
reparei em alguma tristeza nas tuas palavras, fases da vida, fases em que só o nosso sentido impera. o sentido está em todos nós, juntos. onde impera a compaixão. notei que o poema foi escrito em 2003, longa distância propicia a que algo tenha tornado esse sentimento em algo mágico. é duro o percurso, mas é bom lembrar onde estivemos.... Bjs andréia. bom fim de semana
De Jlio a 14 de Maio de 2004 às 13:57
Terei notado alguma tristeza??
De luis a 14 de Maio de 2004 às 12:52
Complicada esta duvida que me surge...
Pois com teus poemas me sinto livre e preso,
agarrado á vida e em prisao por dentro.
Me libertam a alma, por toda a sua leveza,
Mas me ferem o intimo pela melancolia que ele me impoe!ohh...triste fado! parabens mais uma vez***
De LetrasAoAcaso a 14 de Maio de 2004 às 11:52
Suaves aromas, flores raríssimas, muito verde, calma, tranquilidade e silêncio.
Ah! - E as tuas palavras sentidas e belas.

Bem hajas por este bocadinho de paz.


Beijos
De Z a 14 de Maio de 2004 às 11:38
Há incertidão. Terrível!
De Carlos Tavares a 14 de Maio de 2004 às 10:32
muito primaveril e bem fresquinho....
De jorgebond a 14 de Maio de 2004 às 09:52
Que maravilha, por aqui a primavera chegou, finalmente. A manhã orvalhou, não tinha notado que era você! Mais um elegante trabalho, um beijo de bom dia.
De azenhas a 14 de Maio de 2004 às 09:37
Lindo o teu poema. Quem me dera saber escrever assim... sabes que procurei na net e não encontrei nenhum poema do fausto Publicado? Da minha janela.. Bom fim de semana.

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