Sexta-feira, 16 de Abril de 2004

Cárcere

Arantza-Acorrentada1.JPG


Como ousa tentar me silenciar
quando em mim as palavras fluem
até mesmo sem que eu as perceba?


Como ousa tolher a minha voz
arrancar dos meus dedos
cada palavra parida?


Ate-me
(se te fizer feliz)
Jogue-me numa cela escura e suja
Nem assim me calará.


Não me condene
Não me amordace
Deixe-me exteriozar meu sentir.


Minhas palavras
(reflexos de mim mesma)
Serão sempre livres.


Andréa Motta
17/08/03

publicado por Andrea Motta às 15:36
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10 comentários:
De encandescente a 17 de Abril de 2004 às 13:39
A palavra/pensamento é o que temos de mais livre
De Andra Motta a 17 de Abril de 2004 às 00:07
To Abstracto: Obrigada coração :) Beijo
De abstracto a 16 de Abril de 2004 às 23:45
é bom poder exteriorizar. ma tb é preciso saber faze-lo. muito bem.
De Andra a 16 de Abril de 2004 às 21:04
Para Victor: Incluiu pq. vc. é Bom mesmo!! Ah...Obrigada pelas tuas palavras fico feliz . Beijo. Andréa.
De Victor Az a 16 de Abril de 2004 às 21:01
Poema lindo esse, a imagem também, você consegue mesclar bem as imagens com os poemas, o resultado fica ótimo, parabens.

Li o comentário no meu poema aí embaixo, fiquei feliz, o cara me incluiu entre os grandes!!! Depois vou enviar um e-mail pra ele agradecendo.
De Andra Motta a 16 de Abril de 2004 às 19:36
Para Ricardo: Meu querido amigo, vc. sempre sabe ler as entrelinhas... a cada dia lhe adimiro mais e mais. Beijão. Andréa.
De MJM a 16 de Abril de 2004 às 19:08
Visão libertária! Apeteceu-me juntar o meu soutien ao teu para arder na fogueira!...LOL... O Ricardo disse tudo, no seu comentário; os múltiplos papéis das mulheres. Curioso é hoje toda a gente lhe ter dado p falar em liberdade; eu, inclusivo. O teu poema fala de rebelação mas continua doce - como tu. Bj
De Ricardo Mainieri a 16 de Abril de 2004 às 19:04
Andréa :

Poema forte, de revolta contra a opressão.
As mulheres vivem um somatório de opressões.
Desde a mais geral, política e econômica, até àquela de ter que representar um papel de boazinha, resignada, humilde.
Teu grito de revolta, mostra esta porção bela e altiva que te habita.Esta ânsia de ser a dona de teus caminhos e destinos.
Que a poesia possa se transformar em realidade...

Beijão.

Ricardo Mainieri

De Ricardo Mainieri a 16 de Abril de 2004 às 19:04
Andréa :

Poema forte, de revolta contra a opressão.
As mulheres vivem um somatório de opressões.
Desde a mais geral, política e econômica, até àquela de ter que representar um papel de boazinha, resignada, humilde.
Teu grito de revolta, mostra esta porção bela e altiva que te habita.Esta ânsia de ser a dona de teus caminhos e destinos.
Que a poesia possa se transformar em realidade...

Beijão.

Ricardo Mainieri

De jorgebond a 16 de Abril de 2004 às 15:59
Falou, cumpriu! Fiquei hibernando neste grito/suplício de liberdade do eu / ela. Magnífico

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