Domingo, 18 de Abril de 2004

Ecos

caneta.jpg


Talvez eu pudesse escrever lindas rimas
da mais pura poesia.
Todavia a singeleza da poesia
em nada serviria se não retratasse
os ecos da minha alma.

Na minha alma,
a caneta não encontra palavras macias...
procura...procura
só encontra ecos da minha falsa euforia.

São ecos fortes e agudos
a repetir sem parar
não cale.. brade,
grite o mais alto que puder,
esperneie
mas não pemita que sufoquem a ternura
que há em ti.
 
A caneta permanece estática
os ecos cessam
minha voz emudece

As lágrimas são a única resposta.

Andréa Motta
maio/03

publicado por Andrea Motta às 23:54
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3 comentários:
De jorgebond a 19 de Abril de 2004 às 15:32
Nem comento, fico só saboreando,beijos.
De Andra Motta a 19 de Abril de 2004 às 01:39
To Romasi: Nem tenho palavras para agradecer o teu comentário, tenho os olhos mareados que com certeza fala muito mais que todas as palavras que eu possa escrever. Obrigada. Um beijo. Andréa.
De ROMASI a 19 de Abril de 2004 às 00:08
Andrea,
Escrevo para agradecer as gratas palavras que escreveu e me incentivou, comentando um dos meus poemas no meu blog http://20poemas.blogs.sapo.pt, e, desta forma fiquei a saber que existia uma Andrea, cidadã Brasileira, licenciada em Direito, que escreve poesia e que ganhou o 1º prémio Pessoa, em poesia livre, dos não académicos.
Sei, também, que irei dispensar algum tempo para ler os seus poemas.
Mas, não tenho palavras para enaltecer a qualidade, gráfica e poética da sua página de poesia.
Tal como a Andrea Motta, quando decidi dar a conhecer a poesia, que não rasguei, não queria deixar de ser mais um poeta anónimo da blogosfera.
Agora, que a medo já me expus, queria convidar a Andrea a ler alguns poemas do meu blog principal http://poemasdeamoredor.blogs.sapo,pt .
Finalmente uma explicação; tenho 54 anos, sou Português, licenciado em Gestão e contabilidade e trabalho na Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo onde desenvolvo a minha actividade em Direito (Processo Penal).
Os meus poemas dividem-se em 3 fases: a 1ª fase, até aos anos 70, assinei com o meu nome, Rogério Simões; numa 2ª fase assinei com o meu primeiro nome, Rogério, foi a fase da infelicidade, que se exprime neste poema: “MEIO HOMEM INTEIRO”
Meia selha De lágrimas./ Meio copo De água / Meia tigela De sal / Meio homem De mágoa./ Meio coração Destroçado / Meia dor A sofrer. / Meio ser Enganado / Num homem Inteiro a morrer. 11/4/1975 /Rogério
Finalmente, depois de 1989, comecei a assinar como ROMASI, que mais não é que o meu nome completo, onde dou a conhecer os poemas que escrevi e que escrevo numa fase mais madura
ROMASI
PS: que essa caneta ou o teu teclado não pare de escrever para ter o prazer de te ler.



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