Quarta-feira, 30 de Março de 2005

Evicção


mulher.JPG


O vão plumbeo da caixinha de recordações
é invadido por tons róseos
preenche-se o vazio das reminiscências.


Prenhe o tempo não se dissolve,
ao contrário explica o silêncio dos sentidos,
o vácuo entre o ser e o estar.


Sou o caminho por mim traçado
Estou em estado gasoso.
Indevassável evolo-me pelas corredeiras da psiquê.


Incrustrados nas lembranças dramas, alegrias,
saudades, fugas e realizações.
O libelo traduz-se por si.
Em seu bojo condenação lábil e desnecessária.


Á escrita factual e inexpressiva,
o inexato cumprimento da Decisão.
revisitado o breu,
evapora-se lânguido o amanhecer.


Andréa Motta
07/01/05.

publicado por Andrea Motta às 22:56
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2 comentários:
De Andra a 10 de Junho de 2005 às 12:38
Ed querido, sinto saudades da tua poesia... Dê notícias.Beijo.
De Edmundo Silva a 17 de Abril de 2005 às 18:05
Para que o momento poético se não perca na evaporação do tempo, todos os esforços são necessários. Dou por mim a receber da misteriosa intensidade intelectual o mesmo sinal de ensaiar os poemas diários da nossa conspiração contra o vazio sentido da vida. O significado ergue-se perante nós como um halo subtil do qual somente precisamos de absorver e decifrar nos nossos actos poéticos. Sinto que o teu poema mais do que a significância da própria poesia, é a substância que te faz reverberar pelo mundo como insólita aragem de ti própria. A tua voz isola-se no poema e vive subtilmente no seu véu sintáctico. Desta minha vénia ao teu talento nada mais a acrescentar que o eco em mim das tuas palavras já entoa na minha caixinha de recordações. Ousando penetrar no teu vácuo pessoal, deixo aqui um meu desmaio…




««Sopro o junco à espumosa luz da alvorada
quando os lábios ainda ao mel do sonho sabem
que pelo horizonte escorrendo nas asas das aves se acha.
Ergo-me do leite do sono e da janela espreito o colibri
nesse frémito a vida bebendo da flor em néctar
como se amante fosse desta mesma luz que os olhos me aconchega.
Ao irisado som da manhã neste abrigo onde me solto
faço o espírito estalar das suas entranhas o laivo novo
que faz do dia a fresca e viva água ao ser a sede cessando.
De folhas trajado pelo calor deste santo Sol deambulo,
a face a nascente virada, o corpo ávido de alegrias
num permanente arrepio de silenciosa sublimação.»»

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